segunda-feira, 18 de abril de 2011

Viagem a Londres: Dia 2

Há uma controversia na definição de que dia nós estamos no momento. Para mim, ainda é o primeiro dia da viagem já que não dormimos. Para minha noiva, e para a definição de dia já estamos no segundo dia da viagem a Londres.

Pois bem, que seja. Estamos no aeroporto seguindo as sinalizações que indicam retirada de bagagem. 3 lances de escada rolante (ou 2, to morrendo de sono gente) e um trem, com uma mega fila, pois não imagino quantos vôos chegaram ao mesmo tempo, estamo em frente ao serviço de imigração. A cidade estava fria. Mas o saguão estava lotado de diversas nacionalidades. A princípio, não me preocupei, todo mundo passava sorridente pela imigração. Até imaginei que aquela história toda de ser difícil entrar na Inglaterra e que eles adoravam deportar brasileiros era balela. É. Mas a nossa hora chegou.

Frio! Calor! Suor! Medo! Novamente agulhas não seriam admitidas. Perguntas. Perguntas. E mais perguntas. Quem é você? De onde você veio? O que você veio fazer na Inglaterra? Quanto dinheiro você tem? Em espécie? O que você faz no seu país de origem? Está de férias? Quem te pagou para vir para a Inglaterra? Primeira vez na Inglaterra? Primeira vez que sai do Brasil? Algum contato seu com o seu emprego? Essas, e uma série de outras perguntas rechearam nossas próximas 3 horas. Ficamos das 7:30 até as 10:30 da manhã do dia 18/04 sendo checados pelo serviço de imigração britânico. Quem pretende vir para Londres tenha uma noção média de inglês e muita educação somando tudo isso à paciência. Não adianta espernear. Não adianta mentir. Não adianta inventar qualquer fato que você não possa comprovar. Para começo de conversa, conforme soube depois, os agentes de imigração britânicos não são obrigados a verificar a autenticidade dos fatos que você apresentar. Apenas são obrigados a julgar se você é apto a entrar no país da realeza ou não.

Pois bem amigos, durante esses 180 minutos, ficou muito claro para nós que a possibilidade de não conhecermos Londres ou qualquer parte da Inglaterra era enorme. Nos minuto finais da novela, depois de termos sido questionados sobre a presença de substâncias ilícitas e termos nossos pertences esmiuçados desde bagagem (que graças a DEUS não foi extraviada) até carteira tendo cada cartão ou papel verificado e questionado, já era praticamente certo que seríamos deportados pois o serviço de imigração não havia conseguido confirmar nossa história. Pasmem, não conheciam a marca Lenovo. Nós, naquele momento, para ser sincero já desejávamos que aquilo terminasse e fôssemos deportados podendo falar nossa língua novamente. Apesar de entender a maior parte das perguntas que os agentes nos faziam, em certos momentos eu pedia para que a pergunta fosse repetida. Em um deles, já nervoso e suando, um WTF pulou da minha boca. Só senti o tapa nas costas dado pela minha noiva. Eita! Quase que a vaca vai para o brejo sem dó nem piedade. Para os navegantes, WTF é algo que se estende para What Fuck You Talking About. Ou “Que merda que você está falando”. Não creio haver alguma tradução ou sentido benéfico nessa expressão para ser usado perante o serviço de imigração. HELL!!!

Apesar de tudo, por fim, o serviço de imigração conseguiu contatar nosso contato na Inglaterra finalmente verificando a veracidade da história contada por nós a eles. Sempre muito educados, pacientes e dispostos nos chamaram e carimbaram nosso visto. Senhores, bem vindos a Inglaterra. Só felicidade.

Após o encontro, com o simpático contato. Digo simpático no sentido literal, por que o mesmo é muito solícito, educado, e despechado. Uma figura do estado do Rio Grande do Sul. Retornando, após o contato, confirmação de dados ele nos encaminhou a um City Tour Panorâmico. Onde vimos vários pontos turísticos um mais belo que o outro. Creio que a partir daqui, as fotos falam mais que minhas palavras.

A cidade é bela. A cidade é rica, no sentido financeiro claro, mas no sentido histórico e cultural. E amigos, a cidade é limpa. Se você tem costume de ignorar latas de lixo, cuidado quando vier para cá. Pode ser multado. Mas, vale a educação. São muito educados, e aquela imagem que pelo menos nós tínhamos sobre ingleses cisudos, frio, mal humorados ou arrogantes cai por terra. A cidade é uma metrópole mundial e sendo assim recebe muitos turistas. Acredito, que durante o ano todo. É difícil dizer quem é inglês e quem não é. No comércio fica mais fácil dizer se a pessoa vive ou está apenas de passagem por aqui. Mas, fazendo-se uso das palavrinhas mágicas “excuse me”, “please”, “thank you” e “sorry” nós não tivemos problema algum do tipo alguém querer dificultar nossa estadia aqui. Pelo contrário, simpáticos, solícitos, educados sempre ajudando-nos na forma mais comunicativa possível mesmo na imigração.. (O “speak english” ajuda). Não tente se comportar como se estivesse no Brasil por aqui. Vai dar com portas fechadas. Seja educado que serão educados com você. Aproveite para incorporar esse costume em sua vida onde quer que você esteja caso ainda não o tenha feito ainda.

Temos um problema para resolver. Esquecemos o carregador da nossa máquina fotográfica pela segunda viagem consecutiva. Rodamos a cidade em busca deste apetrecho. Confesso que fomos incompetentes mas conseguimos o endereço de uma loja onde possivelmente encontraremos o que precisamos, ou uma máquina nova. A bateria já está nos mandando catar coquinho. Amanhã, teremos treino de direção em Mercedes. Deus ajude de novo. Espero que ele não mande a conta tão breve possível.

Aproveito, para avisar para aqueles que tiverem a sorte de conseguir vir a Londres e se dispuserem a andar por aqui que tenham muito cuidado com o trânsito invertido da cidade. Existe um certo caos, mas que fica claro pela nossa percepção errada. Cuidado mesmo ao andar aqui. Pois a inversão acontece tanto nos volantes dos automóveis quanto no sentido das ruas e para atravessar as mesmas você deverá olhar para lados diferentes que estamos acostumados no Brasil.

Termino aqui, o relato desse primeiro e segundo dia de viagem a Londres indicando um excelente e charmoso café capuccino servido por um Armênio ás margens do Tâmisa, ao por do sol, observando as luzes do Parlamento, do Big Bang e da London Eye. Lindo demais. Amanhã, espero estar inteiro para continuar essa história. Até

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