Como parte do programa para o dia de hoje tínhamos que estar prontos para deixarmos o hotel as 8:00, quando o motorista viria nos buscar. Desta forma acordamos 6:30, tomamos café entre sete e oito horas e rumamos para conhecer o Mercedes-Benz World numa cidade a cerca de 30 minutos de Londres chamada Brookland. O horário agendado para o Mercedes Driver Experience era 10:00 para a primeira hora com os carros da linha AMG e 11:30 para qualquer outro carro. Não me perguntem o nome de qualquer um dos carros, digo modelos. Quanto aos valores dos mesmos todos acima de 14.000 Libras. Sendo que o mais barato que eu vi era o modelo Smart e o mais caro um Roadster no valor de 256.000 libras.
Depois que fomos atendidos pela recepção fomos informados que para poder participar do Driver Experience seria necessário um certo grau de fluência em inglês para que o programa fosse liberado. Do que consiste o Driver Experience. Simples. A Mercedes providencia um circuito e seus carros de forma que quem possa pagar utilize e conheça a capacidade de seus carros. Geralmente modelos esportivos que te deixam zonzos quando pilotados por motoristas MUITO experientes.
Infelizmente minha noiva não tendo fluência, que necessita ser rápida para entender os comandos que os instrutores dão durante o uso do carro, não pode participar como motorista nem como fotógrafa por muito tempo já que nossa máquina fotográfica estava com a bateria acabando desde a noite de ontem. Por sorte foram possíveis algumas fotos.
A primeira parte do programa iniciou-se com comandos simples como aceleração, direita-esquerda e parada. Posteriormente fui dirigindo até uma grande reta onde teria que acelerar utilizando toda a potência do carro e frear antes do final com toda a potência do freio. Como foi dito pelo instrutor isso era somente para que eu conhecesse os limites do carro. E sim, esses limites eram altos. Inclusive, segundo impressões de minha noiva o cinto de segurança é bom, já que ela foi conosco como passageira.
Posteriormente refizemos a reta, porém agora com água na pista. Sendo a pista agora extremamente escorregadia, foi possível viver pela primeira vez em minha vida que freios ABS são realmente melhores que os freios convencionais. O carro não trava as rodas, e o volante é quem irá definir se você perderá o controle ou não.
Seguimos para uma pista circular, onde foi feito o treinamento de “drift” utilizando novamente uma pista molhada porém agora com a superfície preparada para esta finalidade. Mantendo uma velocidade entre 10-20Km/h eu deveria ter que acelerar bruscamente fazendo com que o carro derrapasse e nesse instante controlar o carro não deixando que o mesmo rodasse. Não foi fácil. Confesso que sofri para pegar o jeito. Ainda bem que tinha uma hora, mas provavelmente tenha usado o tempo que iria para outros testes. Em todo caso, foi uma experiência muito boa devido a importância em se saber como controlar um carro usando apenas o volante. Não se usa o freio para controlar um carro derrapando, somente em última instância. Palavras de um piloto que no caso também era meu instrutor.
Ainda neste circuito o instrutor me mostrou a tecnologia Electropneumatic Braking System (EBS) que é lei nos novos carros em toda a Europa e impede que um carro derrape. Sim, funciona. E muito bem. Para finalizar, o instrutor tirou o carro de minhas mãos e seguiu para um circuito de velocidade. Como correm essas máquinas!!! Nunca havia sentido a sensação do estômago tentar pular para fora. É realmente de tirar o fôlego estar dentro de um carro muito rápido sendo o carro manuseado por um piloto experiente.
Tive 30 minutos de descanso para seguir para a segunda aula prática. Dessa vez iria guiar pelo circuito de velocidade. Primeiramente, novamente, tive que ser testado em meu inglês de forma a poder guiar o carro. Passei e prosseguimos para onde havia perdido o fôlego. Dessa vez eu quem iria aprender a guiar um carro rápido por um circuito fechado de velocidade. Todos os movimentos da pista eu deveria seguir por ordens. E fui, por fim era apenas por mim mesmo. Mas, como mesmo disse o instrutor, seus comandos passados posteriormente deveriam estar em minha cabeça. Muito bom. Vale ressaltar a potência do carro. A capacidade de frenagem do carro. Mas principalmente o silêncio. Ao acelerar, frenar, estacionar ou parar em certos momentos não se ouvia nada. Impressionante.
Ao terminarmos essa festa toda fomos embora de volta para Londres. No caminho passamos pelo distrito Chelsea e fomos ao bairro onde mora o motorista. Lá conhecemos as lojas de roupas baratas e compramos uma nova máquina fotográfica mais moderna, mais potente e praticamente pela metade do preço da nossa. Estávamos prontos para continuar a aventura por Londres. Até voltarmos para o hotel muito bate-perna chegando ao hotel em torno de 18h. Tomamos um banho e saímos novamente. Tínhamos um destino certo e de tantas vezes que fomos lá, seja de carro ou a pé, sabíamos como chegar até a London Eye de várias formas diferentes. Diferentemente também do que nas outras vezes que lá fomos a fila era pequena, tinha apenas cerca de 60 pessoas na nossa frente.
Conseguimos nosso ingresso e fomos para deliciosos 30 minutos de passeio nesta magnífica obra da engenharia Londrina. O fato dela nunca parar de girar, e você ter que entrar e sair com ela em movimento é um charme a mais. Recomendo a todos que venham a Londres a visita a “roda gigante” London Eye.
Após a London Eye fomos até um restaurante de massa comer Pizza de frango com cogumelos e muito queijo. A pizza, que segundo a garçonete dá apenas para um, era enorme. Saímos fartos.
Morto de cansado, digito sobre este não menos curto dia, mas belo dia em Londres. Oh cidade bonita.
P.S.: Infelizmente nem todos os Londrinos são exemplares como pensávamos. Alguns também jogam lixo no chão.
P.S.2.: Fazia 4 anos que eu não dirigia um carro.

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