quarta-feira, 20 de abril de 2011

Viagem a Londres: Dia 4

Ficamos com a manhã de hoje com a programação livre. Dessa forma sair da cama cedo tornou-se necessário apenas para tomar café. Entretanto soubemos que nos dias pares desse mês teria a troca da guarda do Palácio de Buckingham (conferir nome) então não poderíamos acordar tão tarde assim, mesmo por que a troca da guarda inicia-se as 11 horas e tínhamos até esse horário para realizar o check-out no hotel.

Sendo assim, acordamos em torno de 7:45 com muita força de vontade. A partir daí, iniciou-se a correria para nos arrumarmos, descermos para tomar café e arrumarmos as malas. Ficou combinado com o motorista que ele nos pegaria no hotel somente as 14:00 então teríamos uma brecha no horário para podermos visitar a tão famosa troca da guarda. Foi feito o check-out as 10:25 e então teríamos que correr em 30 minutos até a Casa da Guarda Real de onde, segundo o motorista, veríamos primeiramente a saída da cavaleria que, como vimos, depois se encaminharia lentamente até o palácio. Muito interessante de se ver todo o “teatro” que é a cerimônia de apresentação da guarda antiga que seria rendida pela nova guarda. Como já estavamos ali, atravessamos todo o Parque St. James's a pé que, como todos os parques visitados até este momento, é muito vasto e belo possuindo vários jardins, lagos, fonte, cisnes, gansos e até esquilos marotos que faziam pose parecendo pressentir que estavam sendo fotografados. E sim, haviam muitos, muitos londrinos aproveitando o forte sol que houve nessa manhã quarta-feira. Depois de termos a sorte de conseguir ver a saída da cavaleria, confirmamos que as 11:30 ocorre a saída, marchando e com fanfarra, da guarda imperial. O local estava com muita gente, ouvimos alguns brasileiros pelo local, inclusive uma menina que havia se desentendido com um inglês. Como até este momento não tive nenhuma demonstração de violência por aqui, desconfio do que realmente aconteceu não tenha se originado de um mal entendido ou, mais ainda, a falta de educação da brasileira resmungona.

Por fim, depois de algumas fotos das belas estátuas em frente ao palácio e de uma boa caminhada até a saída do parque nos determinamos a encontrar um local para comer. Neste caso, a desinformação ou mesmo a falta de costume de andar em alguns lugares nos levaram a um rápido vai-e-vem até acharmos sob a ponte “Westminster Bridge” uma pequena lanchonete com lanches prontos, coca-cola e água. Alias, água é muito importante por aqui. Acredito que a umidade relativa do ar nesta época seja baixa e apesar de estarmos sempre próximos ao rio Tâmisa, ou próximos a lagos, fontes, etc estamos sempre com a garganta seca e com sede. Por isso, ao andar por Londres, tenha sempre uma garrafa d'água por perto.

Comemos no gramado que está lateral ao Parlamento Inglês. Outro parque lotado de ingleses esticados na grama sob um sol, que em nossa opnião, estava bem ardido. É engraçado até que brasileiros acostumados ao calor procurem a sombra, enquanto os ingleses adoram ficar ao sol em seu horário de almoço. Indo nessa lógica, posteriormente conversando com o motorista, a europa caminha para diminuir a carga horária de seus trabalhadores de 48 para 35 horas semanais. Descobriram que trabalhador que trabalha menos, relaxa mais e também produz mais. Enquanto isso, o Brasil navega contra a correnteza.

A cerca de meio quarteirão do hotel, onde pegarímos as bagagens que deixamos guardadas até a hora de encontro com o motorista, o avistamos e já me dirigi ao hotel a fim de pegar as bagagens. Os carregadores me disseram para aguardar na Van que eles mesmos iriam levar. Sem problemas.

Explicando este translado: como parte do programa, iríamos mudar de hotel para a cidade de Northamttonshire. Amanhã iríamos até Gaydon até um museu de carros antigos, pela manhã, e a tarde até a cidade de Bicester, até um shopping que possui apenas lojas de marcas caríssimas. Pois bem, mudamos os planos. Dispensamos a visita até Gaydon, fomos até Bicester numa visita de 30 minutos ao tão famoso Shopping Centre (é Centre mesmo), e corremos até o vilarejo de Silverstone tentar entrar no circuito de Silverstone, o qual não possui nenhum evento oficial neste dia. Infelizmente, por esse motivo, estava em obras e fechado, restando-nos somente a entrada no hotel (Golf Club). Hotel restrito, onde alguém deve ter muita influência para nos colocar dentro. Sauna, Ginásio, Golf, Spa, Hidromassagem, tudo de conforto para os hóspedes.

Infelizmente como um bom jacú, não me sinto bem num lugar como esse, muito chique para um pobre só. Assim nada me resta curtir a banheira do meu quarto e a TV a cabo na cama. Acredito que nos próximos dois dias nada de muito emocionante irá acontecer, apenas descanso para meu velho e cansado corpo.

De qualquer forma, amanhã a noite escreverei novamente sobre os fatos dessa viagem surreal que estou tendo.

Até lá.

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