quinta-feira, 21 de abril de 2011

Viagem a Londres: Dia 5

Diferentemente dos outros dias, hoje pudemos acordar tarde. Bom, não poderíamos se quiséssemos aproveitar o café da manhã do luxuoso hotel em Towcester. Não deu, estávamos mortos de cansado e como havíamos combinado com o motorista de nos encontrar apenas as 10:00 só fomos conseguir acordar em torno de 9:30.

Não seguindo a pontualidade britânica nos encontramos a frente do hotel em torno de 10:15 então nos dirigimos até a cidade de Burton-on-the-Water. Pelo caminho fomos passando por vários vilarejos cada um mais lindo e bucólico que o outro. As casas, todas em excelente estado de conservação, eram na maiora de pedra e carvalho, algumas ainda apresentando o telhado com a cobertura de sapê. Pelo caminho, ainda soubemos que por lei todas as casas possuem paredes duplas havendo entre elas um isolante térmico. Nesse momento imaginem quão intenso é o inverno deste país.

Falando em caminho, que belas estradas e campos existe nesta linda ilha. É como se andássemos somente por um grande jardim repleto de flores, árvores, murinhos de pedras, riachos, aves e cavalos. Enfim, tal e qual em filmes tudo muito belo porém real.

Chegando a Burton-on-the-Water nos deparamos como se fosse a uma praça onde as famílias se aconchegavam sob o sol em uma grama sempre regular as margens de um córrego com as margens cimentadas e o fundo cheio de pedras. Como havia alguma vegetação, também muito bem asseada, haviam patos (ou seriam marrecos???) pelo gramado e pelo riacho. Também havia por pelo menos um quarteirão lojas de souvinir, cafés e pasmem sorvetes. Sim, toma-se sorvete na primavera aqui na Inglaterra.

Além desse clima bucólico, dava um ar mais charmoso ao local a grande presença de idosos, crianças e cachorros. Sem nenhum problemas todos estavam no mesmo lugar e diferentemente de qualquer lugar com muitas pessoas no Brasil havia barulho de pessoas mas permanecia o silêncio. Mesmo com crianças correndo, brincando com seus cachorros ou no córrego, o silêncio era quase que constante. Deve ser minha mente que tenha relaxado durante aqueles longos 40 minutos em que estivemos naquele vilarejo.

Saindo de Burton-on-the-Water, nosso próximo destino seria a cidade que se confunde com universidade chamada Oxford. Soubemos que não existe o campus de Oxford e sim uma grande gama de “colleges” que se uniram e formam a Universidade de Oxford. Cada “college” tem além de suas salas de aula, suas igrejas e internatos, sendo que o maior possui sua própria catedral.

Tivemos entre 14:00 e 17:00 para andar pela cidade. E andamos. Como de costume andamos mais que o necessário, já que de certa forma nos “perdemos” mas como quem tem boca vai a Roma (ou a Broad Street, no caso) achamos nosso ponto de encontro. Não sem antes conhecemos o mercado central, vimos o local onde se realiza a formatura dos alunos que é cercado por estátuas de imperadores romanos, a biblioteca com um pátio enorme e um acervode mais de 1.000.000 de livros, subimos até a torre da Igreja de St. Mary de onde é possível observar toda a cidade de Oxford do alto, vendo todas as suas torres. Pela quantidade de torres, a cidade leva o apelido de “Torres Dormentes”. A arquitetura da maioria da cidade ainda é da idade medieval. Por exemplo o prédio New College é do ano de 1300 (e alguma coisa) e o Old College do ano de 1200. Fica a dica, para quem pensar em ir a Londres, também conhecer o interior da Inglaterra já que guarda grandes belezas naturais e até artificiais da cultura local.

Não é de se estranhar que a impressão deixada seja de uma população feliz, que apesar de possuir problemas, como o aumento das taxas escolares de 3000 libras para 9000 libras por ano. Sim há problemas, mas a população ainda é bem atendida pelo seu governo. Serviço de saúde grátis de qualidade e eficiência. Há uma lei em que não pode existir inglês sem moradia, sendo que o governo inglês provê a construção de casas para quem não pode pagar por elas. Sem falar que apesar de incidentes isolados, não há problemas de segurança pública.

É um bom país para se morar.

Retornamos ao hotel em torno de 18:00, não sem antes providenciarmos comida um tanto quanto exótica e ardida. CUIDADO com comidas que levam o aviso MILD. São quentes. Ardentes. Apimentadas. Jantamos e aqui estamos nos preparando para dormir. Vamos ver o que o nosso penúltimo dia em território inglês nos reserva.

Até amanhã.

Um comentário:

Rimario Rocha disse...

To adorando as descrições.... sua narrativa é agradavel e detalhada, só acho que faltam fotos para ilustrar.. afinal 1 foto = 1000 palavras... e um bom texto com imagens então... seria perfeito.

Cria um album no picasa ou no flickr

Abraços.

Zhu Sha Zang's Realm

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