domingo, 24 de abril de 2011

Viagem a Londres: Dia 6

Hoje tínhamos a manhã livre pelo programa, então acordamos por volta das 7:45 e fomos desfrutar do café da manhã do hotel. Logo após, uma tarefa nada fácil: malas para fazer!!! Chegamos na seguinte conclusão, deveríamos (por necessidade) de uma nova mala, afinal já tinha muita coisa para fora e o dia reservado para compras nem tinha começado ainda. Terminada a arrumação, fomos então efetuar o check-out e aguardar o motorista.

Deixamos a cidade de Towcester em Northamptonshire por volta das 11:20 e voltamos rumo a Londres. No caminho, nossos olhos ainda não estavam acostumados com a beleza das paisagens e tudo ia ganhando ar de nostalgia diante do cenário deslumbrante.

Na verdade estavamos indo em direção a uma cidade (que não recordamos o nome) a fim de ver um treino de superbike de uma prova local. Nos deparamos com um trânsito um tanto quanto carregado e em comum acordo com o motorista, que sabiamente direcionava nossas decisões, optamos por ir diretamente para Londres já que era feriado (sexta-feira santa) e várias pessoas se direcionavam rumo ao interior. Chegamos em Londres aproximadamente as 13h e tínhamos como objetivo visitar o parque do Meridiano de Grenwitch, além de conhecer novos pontos dessa cidade gigantesca que ainda não havíamos visto. Fomos primeiramente para a “Tower of London” passando pela “Tower Bridge” pois tínhamos visitado no nosso primeiro dia em Londres, porém sem muitos registros fotográficos. Depois de muito admirar e fotografar fomos ao nosso primeiro destino: o ponto geográfico responsável pela divisão dos hemisférios.

Enfrentamos um trânsito pesado mas a explicação é lógica: além do simples fato de ser feriado, havia um circo montado em frente ao parque, o que resultou como ponto de encontro com centenas de londrinos. É pleonasmo mas o parque é lindo, com a grama rente ao chão mas não menos verde e flores coloridas. Pleonasmo maior é citar novamente que as pessoas estavam estiradas ao chão curtindo o sol. A visão do parque então...perfeita!!! Poderia se observar grande parte da cidade do alto.

Tanto no caminho de ida quanto no de volta, conhecemos uma nova cara da capital inglesa, passando por entre suburbios. Vimos bairros de imigrantes muçulmanos e africanos, todos com suas roupa, costumes e religiões características. Enxergamos sim que nem tudo são flores e que também há lugares comuns, problemas comuns e, porque não, pobreza comum. Aliás, a pobreza não é muito similar a nossa. Como já foi dito, todos tem direito a moradia e a saúde.

Falando em lugar diferente (ou comum) o motorista nos apresentou uns pontos “alternativos” da cidade. Um mercado onde é possível encontrar TUDO o que é necessaŕio para alguns que curtem viver alternativamente, se é que me fiz entender. Próximo dali, se bem que a distância é questionável já que estávamos de carro!, nos levou ao bairro onde tudo começou para os Beatlles. A gravadora responsável e também a famosa faixa de pedestre capa de um álbum. Peço desculpas aos fãs, mas nenhum de nós dois dominamos muito a história dos Beatles, sabemos somente o essencial e o que todos provavelmente também saibam. Como não poderia ser diferente, estava como algumas dezenas de turistas atravessando a faixa a fim de um clique especial e testando a paciência dos motoristas, alguns mais compreensíveis já outros nem tanto. No entanto, rock ' roll é paixão de um de nós dois e fomos apresentados a uma simpática lojinha onde se vive o som das guitarras. Vimos também o endereço da casa que consta nos livros de Sherlock Holmes. Sua fictícia moradia.

Partimos então para mais um parque, o Regent Park também apresentado como o a parque das rosas. Infelizmente as rosas não estavam floridas, mas nem por isso era menos belo. Vislumbramo-nos com lagos, patos, crianças, flores... Próximo ao local, residem os pequenos grandes milionários, com mansões e casas a preços incalculáveis para os nossos modestos bolsos. Ironia ou não, a casa do embaixador dos EUA fica ali, sempre com sua peculiar e ostensiva segurança. É estranho e engraçado ver de um lado pessoas se divertindo despreocupadamente e do outro lado, metralhadoras a postos e olhar desconfiado. É, quem tem...tem medo!!! Na verdade, a ironia que nos mais chamou a atenção foi embaixada norte-americana ter como vizinha uma singela mesquita islâmica. Ah sim, singela também é ironia, não tem nada de discreta porém não deixa de ser bela.

Já estávamos um tanto quanto cansados, mas ainda nos restou fôlego para conhecer (de dentro do carro) o parque que abriga o zoológico londrino. Quase perdemos o pouco fôlego restante ao admirar uma bela e grande girafa que tomava sol. Nesse momento fizemos uma pausa e o motorista nos presentiou com uma piadinha marota sobre um casamento de macaco com girafa. Não vou contar, a imaginação é por conta do leitor, rsrsrs.

Não nessa mesma ordem mas também conhecemos outros ponto da cidade. Segundo informações é considerada como a “Veneza de Londres”. Na verdade se trata de vários pequenos rios que cortam e atravessam o país todo, nesses trechos, os ingleses aproveitam para passaer em barquinhos românticos, parecidos com as famosas gôndolas venezianas. Não só passaer, alguns “estacionam” seus barquinhos de forma que estes possam ser como uma extensão da casa para um chá.

Enfim, retornamos ao nosso já conhecido hotel em londres, mortos de cansados porém convictos em nem pensar em dormir, já que a fome também estava matando. Ficamos agora hospedados no 9° andar, por sinal, o elavador era peculiarmente rápido, não calculamos com precisão mas não levava mais que 10segundos para atravessar os nove andares. Banho tomado, energia um tanto quanto renovada e fome...muita fome. Fomos então em direção a rua Victória Street, destinados a devorar algo do tipo PIZZA. Esquecemos o mapa a princípio. Pensamos: sem problemas, já tínhamos olhado no mapa, era só ir reto, virar numa rua a esquerda e seguir. Mero engano, fomos obrigados a retornar ao hotel e buscar o mapa pois as ruas se entrelaçavam e nossa cabeça deu um nó. Quem for a Londres vai observar que as ruas as vezes repetem os nomes nas suas perpendiculares menores. Terrível para quem não está acostumado. Agora sim, sem problemas. Chegamos até a rede de pizzas, Pizza Hut. Embora tenha filial no Brasil, nós não conhecíamos e gulosamente pedimos uma tamanho “large”. Sim, é larga mesmo. Nosso pensamento foi embasado na experiência anterior da pizzaria de terça-feira. Dessa vez, comemos até quase passar mal. Mas estava deliciosa. E também, esse era o dia que tínhamos que ir até a ponte que permitia apreciar o Parlamento e a London Eye iluminados. Portanto alguns quilômetros de caminhada.

Chegamos até a ponte Westminster Bridge, brigamos um pouco com máquina até achar a melhor foto. Para nossa decepção, a London Eye que habitualmente é azul a noite estava iluminada de amarelo. Não sabemos ao certo o motivo da mudança de cor mas fotografamos mesmo assim.

Partimos então para o fim do nosso dia, nosso penúltimo dia em terras britânicas, sem antes programar o despertador para que pudessmos acordar logo cedo no sábado e curtir nossos últimos momentos dessa fantástica experiência.

Até...

P.S.: As publicações do sexto e do última dia ficaram atrasadas por puro cansaço. Vou tentar colocar a correria que foi nosso último dia e posteriormente uma conclusão desta maravilhosa viagem assim como o retorno ao Brasil.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Viagem a Londres: Dia 5

Diferentemente dos outros dias, hoje pudemos acordar tarde. Bom, não poderíamos se quiséssemos aproveitar o café da manhã do luxuoso hotel em Towcester. Não deu, estávamos mortos de cansado e como havíamos combinado com o motorista de nos encontrar apenas as 10:00 só fomos conseguir acordar em torno de 9:30.

Não seguindo a pontualidade britânica nos encontramos a frente do hotel em torno de 10:15 então nos dirigimos até a cidade de Burton-on-the-Water. Pelo caminho fomos passando por vários vilarejos cada um mais lindo e bucólico que o outro. As casas, todas em excelente estado de conservação, eram na maiora de pedra e carvalho, algumas ainda apresentando o telhado com a cobertura de sapê. Pelo caminho, ainda soubemos que por lei todas as casas possuem paredes duplas havendo entre elas um isolante térmico. Nesse momento imaginem quão intenso é o inverno deste país.

Falando em caminho, que belas estradas e campos existe nesta linda ilha. É como se andássemos somente por um grande jardim repleto de flores, árvores, murinhos de pedras, riachos, aves e cavalos. Enfim, tal e qual em filmes tudo muito belo porém real.

Chegando a Burton-on-the-Water nos deparamos como se fosse a uma praça onde as famílias se aconchegavam sob o sol em uma grama sempre regular as margens de um córrego com as margens cimentadas e o fundo cheio de pedras. Como havia alguma vegetação, também muito bem asseada, haviam patos (ou seriam marrecos???) pelo gramado e pelo riacho. Também havia por pelo menos um quarteirão lojas de souvinir, cafés e pasmem sorvetes. Sim, toma-se sorvete na primavera aqui na Inglaterra.

Além desse clima bucólico, dava um ar mais charmoso ao local a grande presença de idosos, crianças e cachorros. Sem nenhum problemas todos estavam no mesmo lugar e diferentemente de qualquer lugar com muitas pessoas no Brasil havia barulho de pessoas mas permanecia o silêncio. Mesmo com crianças correndo, brincando com seus cachorros ou no córrego, o silêncio era quase que constante. Deve ser minha mente que tenha relaxado durante aqueles longos 40 minutos em que estivemos naquele vilarejo.

Saindo de Burton-on-the-Water, nosso próximo destino seria a cidade que se confunde com universidade chamada Oxford. Soubemos que não existe o campus de Oxford e sim uma grande gama de “colleges” que se uniram e formam a Universidade de Oxford. Cada “college” tem além de suas salas de aula, suas igrejas e internatos, sendo que o maior possui sua própria catedral.

Tivemos entre 14:00 e 17:00 para andar pela cidade. E andamos. Como de costume andamos mais que o necessário, já que de certa forma nos “perdemos” mas como quem tem boca vai a Roma (ou a Broad Street, no caso) achamos nosso ponto de encontro. Não sem antes conhecemos o mercado central, vimos o local onde se realiza a formatura dos alunos que é cercado por estátuas de imperadores romanos, a biblioteca com um pátio enorme e um acervode mais de 1.000.000 de livros, subimos até a torre da Igreja de St. Mary de onde é possível observar toda a cidade de Oxford do alto, vendo todas as suas torres. Pela quantidade de torres, a cidade leva o apelido de “Torres Dormentes”. A arquitetura da maioria da cidade ainda é da idade medieval. Por exemplo o prédio New College é do ano de 1300 (e alguma coisa) e o Old College do ano de 1200. Fica a dica, para quem pensar em ir a Londres, também conhecer o interior da Inglaterra já que guarda grandes belezas naturais e até artificiais da cultura local.

Não é de se estranhar que a impressão deixada seja de uma população feliz, que apesar de possuir problemas, como o aumento das taxas escolares de 3000 libras para 9000 libras por ano. Sim há problemas, mas a população ainda é bem atendida pelo seu governo. Serviço de saúde grátis de qualidade e eficiência. Há uma lei em que não pode existir inglês sem moradia, sendo que o governo inglês provê a construção de casas para quem não pode pagar por elas. Sem falar que apesar de incidentes isolados, não há problemas de segurança pública.

É um bom país para se morar.

Retornamos ao hotel em torno de 18:00, não sem antes providenciarmos comida um tanto quanto exótica e ardida. CUIDADO com comidas que levam o aviso MILD. São quentes. Ardentes. Apimentadas. Jantamos e aqui estamos nos preparando para dormir. Vamos ver o que o nosso penúltimo dia em território inglês nos reserva.

Até amanhã.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Viagem a Londres: Dia 4

Ficamos com a manhã de hoje com a programação livre. Dessa forma sair da cama cedo tornou-se necessário apenas para tomar café. Entretanto soubemos que nos dias pares desse mês teria a troca da guarda do Palácio de Buckingham (conferir nome) então não poderíamos acordar tão tarde assim, mesmo por que a troca da guarda inicia-se as 11 horas e tínhamos até esse horário para realizar o check-out no hotel.

Sendo assim, acordamos em torno de 7:45 com muita força de vontade. A partir daí, iniciou-se a correria para nos arrumarmos, descermos para tomar café e arrumarmos as malas. Ficou combinado com o motorista que ele nos pegaria no hotel somente as 14:00 então teríamos uma brecha no horário para podermos visitar a tão famosa troca da guarda. Foi feito o check-out as 10:25 e então teríamos que correr em 30 minutos até a Casa da Guarda Real de onde, segundo o motorista, veríamos primeiramente a saída da cavaleria que, como vimos, depois se encaminharia lentamente até o palácio. Muito interessante de se ver todo o “teatro” que é a cerimônia de apresentação da guarda antiga que seria rendida pela nova guarda. Como já estavamos ali, atravessamos todo o Parque St. James's a pé que, como todos os parques visitados até este momento, é muito vasto e belo possuindo vários jardins, lagos, fonte, cisnes, gansos e até esquilos marotos que faziam pose parecendo pressentir que estavam sendo fotografados. E sim, haviam muitos, muitos londrinos aproveitando o forte sol que houve nessa manhã quarta-feira. Depois de termos a sorte de conseguir ver a saída da cavaleria, confirmamos que as 11:30 ocorre a saída, marchando e com fanfarra, da guarda imperial. O local estava com muita gente, ouvimos alguns brasileiros pelo local, inclusive uma menina que havia se desentendido com um inglês. Como até este momento não tive nenhuma demonstração de violência por aqui, desconfio do que realmente aconteceu não tenha se originado de um mal entendido ou, mais ainda, a falta de educação da brasileira resmungona.

Por fim, depois de algumas fotos das belas estátuas em frente ao palácio e de uma boa caminhada até a saída do parque nos determinamos a encontrar um local para comer. Neste caso, a desinformação ou mesmo a falta de costume de andar em alguns lugares nos levaram a um rápido vai-e-vem até acharmos sob a ponte “Westminster Bridge” uma pequena lanchonete com lanches prontos, coca-cola e água. Alias, água é muito importante por aqui. Acredito que a umidade relativa do ar nesta época seja baixa e apesar de estarmos sempre próximos ao rio Tâmisa, ou próximos a lagos, fontes, etc estamos sempre com a garganta seca e com sede. Por isso, ao andar por Londres, tenha sempre uma garrafa d'água por perto.

Comemos no gramado que está lateral ao Parlamento Inglês. Outro parque lotado de ingleses esticados na grama sob um sol, que em nossa opnião, estava bem ardido. É engraçado até que brasileiros acostumados ao calor procurem a sombra, enquanto os ingleses adoram ficar ao sol em seu horário de almoço. Indo nessa lógica, posteriormente conversando com o motorista, a europa caminha para diminuir a carga horária de seus trabalhadores de 48 para 35 horas semanais. Descobriram que trabalhador que trabalha menos, relaxa mais e também produz mais. Enquanto isso, o Brasil navega contra a correnteza.

A cerca de meio quarteirão do hotel, onde pegarímos as bagagens que deixamos guardadas até a hora de encontro com o motorista, o avistamos e já me dirigi ao hotel a fim de pegar as bagagens. Os carregadores me disseram para aguardar na Van que eles mesmos iriam levar. Sem problemas.

Explicando este translado: como parte do programa, iríamos mudar de hotel para a cidade de Northamttonshire. Amanhã iríamos até Gaydon até um museu de carros antigos, pela manhã, e a tarde até a cidade de Bicester, até um shopping que possui apenas lojas de marcas caríssimas. Pois bem, mudamos os planos. Dispensamos a visita até Gaydon, fomos até Bicester numa visita de 30 minutos ao tão famoso Shopping Centre (é Centre mesmo), e corremos até o vilarejo de Silverstone tentar entrar no circuito de Silverstone, o qual não possui nenhum evento oficial neste dia. Infelizmente, por esse motivo, estava em obras e fechado, restando-nos somente a entrada no hotel (Golf Club). Hotel restrito, onde alguém deve ter muita influência para nos colocar dentro. Sauna, Ginásio, Golf, Spa, Hidromassagem, tudo de conforto para os hóspedes.

Infelizmente como um bom jacú, não me sinto bem num lugar como esse, muito chique para um pobre só. Assim nada me resta curtir a banheira do meu quarto e a TV a cabo na cama. Acredito que nos próximos dois dias nada de muito emocionante irá acontecer, apenas descanso para meu velho e cansado corpo.

De qualquer forma, amanhã a noite escreverei novamente sobre os fatos dessa viagem surreal que estou tendo.

Até lá.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Viagem a Londres: Dia 3

Olá, novamente a necessidade nos tira da cama cedo. Não é lá muito agradável, porém lembrando de todo dia que passou, nosso terceiro dia, com certeza acordar cedo nesta bela cidade não é de todo mal.

Como parte do programa para o dia de hoje tínhamos que estar prontos para deixarmos o hotel as 8:00, quando o motorista viria nos buscar. Desta forma acordamos 6:30, tomamos café entre sete e oito horas e rumamos para conhecer o Mercedes-Benz World numa cidade a cerca de 30 minutos de Londres chamada Brookland. O horário agendado para o Mercedes Driver Experience era 10:00 para a primeira hora com os carros da linha AMG e 11:30 para qualquer outro carro. Não me perguntem o nome de qualquer um dos carros, digo modelos. Quanto aos valores dos mesmos todos acima de 14.000 Libras. Sendo que o mais barato que eu vi era o modelo Smart e o mais caro um Roadster no valor de 256.000 libras.

Depois que fomos atendidos pela recepção fomos informados que para poder participar do Driver Experience seria necessário um certo grau de fluência em inglês para que o programa fosse liberado. Do que consiste o Driver Experience. Simples. A Mercedes providencia um circuito e seus carros de forma que quem possa pagar utilize e conheça a capacidade de seus carros. Geralmente modelos esportivos que te deixam zonzos quando pilotados por motoristas MUITO experientes.

Infelizmente minha noiva não tendo fluência, que necessita ser rápida para entender os comandos que os instrutores dão durante o uso do carro, não pode participar como motorista nem como fotógrafa por muito tempo já que nossa máquina fotográfica estava com a bateria acabando desde a noite de ontem. Por sorte foram possíveis algumas fotos.

A primeira parte do programa iniciou-se com comandos simples como aceleração, direita-esquerda e parada. Posteriormente fui dirigindo até uma grande reta onde teria que acelerar utilizando toda a potência do carro e frear antes do final com toda a potência do freio. Como foi dito pelo instrutor isso era somente para que eu conhecesse os limites do carro. E sim, esses limites eram altos. Inclusive, segundo impressões de minha noiva o cinto de segurança é bom, já que ela foi conosco como passageira.

Posteriormente refizemos a reta, porém agora com água na pista. Sendo a pista agora extremamente escorregadia, foi possível viver pela primeira vez em minha vida que freios ABS são realmente melhores que os freios convencionais. O carro não trava as rodas, e o volante é quem irá definir se você perderá o controle ou não.

Seguimos para uma pista circular, onde foi feito o treinamento de “drift” utilizando novamente uma pista molhada porém agora com a superfície preparada para esta finalidade. Mantendo uma velocidade entre 10-20Km/h eu deveria ter que acelerar bruscamente fazendo com que o carro derrapasse e nesse instante controlar o carro não deixando que o mesmo rodasse. Não foi fácil. Confesso que sofri para pegar o jeito. Ainda bem que tinha uma hora, mas provavelmente tenha usado o tempo que iria para outros testes. Em todo caso, foi uma experiência muito boa devido a importância em se saber como controlar um carro usando apenas o volante. Não se usa o freio para controlar um carro derrapando, somente em última instância. Palavras de um piloto que no caso também era meu instrutor.

Ainda neste circuito o instrutor me mostrou a tecnologia Electropneumatic Braking System (EBS) que é lei nos novos carros em toda a Europa e impede que um carro derrape. Sim, funciona. E muito bem. Para finalizar, o instrutor tirou o carro de minhas mãos e seguiu para um circuito de velocidade. Como correm essas máquinas!!! Nunca havia sentido a sensação do estômago tentar pular para fora. É realmente de tirar o fôlego estar dentro de um carro muito rápido sendo o carro manuseado por um piloto experiente.

Tive 30 minutos de descanso para seguir para a segunda aula prática. Dessa vez iria guiar pelo circuito de velocidade. Primeiramente, novamente, tive que ser testado em meu inglês de forma a poder guiar o carro. Passei e prosseguimos para onde havia perdido o fôlego. Dessa vez eu quem iria aprender a guiar um carro rápido por um circuito fechado de velocidade. Todos os movimentos da pista eu deveria seguir por ordens. E fui, por fim era apenas por mim mesmo. Mas, como mesmo disse o instrutor, seus comandos passados posteriormente deveriam estar em minha cabeça. Muito bom. Vale ressaltar a potência do carro. A capacidade de frenagem do carro. Mas principalmente o silêncio. Ao acelerar, frenar, estacionar ou parar em certos momentos não se ouvia nada. Impressionante.

Ao terminarmos essa festa toda fomos embora de volta para Londres. No caminho passamos pelo distrito Chelsea e fomos ao bairro onde mora o motorista. Lá conhecemos as lojas de roupas baratas e compramos uma nova máquina fotográfica mais moderna, mais potente e praticamente pela metade do preço da nossa. Estávamos prontos para continuar a aventura por Londres. Até voltarmos para o hotel muito bate-perna chegando ao hotel em torno de 18h. Tomamos um banho e saímos novamente. Tínhamos um destino certo e de tantas vezes que fomos lá, seja de carro ou a pé, sabíamos como chegar até a London Eye de várias formas diferentes. Diferentemente também do que nas outras vezes que lá fomos a fila era pequena, tinha apenas cerca de 60 pessoas na nossa frente.

Conseguimos nosso ingresso e fomos para deliciosos 30 minutos de passeio nesta magnífica obra da engenharia Londrina. O fato dela nunca parar de girar, e você ter que entrar e sair com ela em movimento é um charme a mais. Recomendo a todos que venham a Londres a visita a “roda gigante” London Eye.

Após a London Eye fomos até um restaurante de massa comer Pizza de frango com cogumelos e muito queijo. A pizza, que segundo a garçonete dá apenas para um, era enorme. Saímos fartos.

Morto de cansado, digito sobre este não menos curto dia, mas belo dia em Londres. Oh cidade bonita.

P.S.: Infelizmente nem todos os Londrinos são exemplares como pensávamos. Alguns também jogam lixo no chão.

P.S.2.: Fazia 4 anos que eu não dirigia um carro.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Viagem a Londres: Dia 2

Há uma controversia na definição de que dia nós estamos no momento. Para mim, ainda é o primeiro dia da viagem já que não dormimos. Para minha noiva, e para a definição de dia já estamos no segundo dia da viagem a Londres.

Pois bem, que seja. Estamos no aeroporto seguindo as sinalizações que indicam retirada de bagagem. 3 lances de escada rolante (ou 2, to morrendo de sono gente) e um trem, com uma mega fila, pois não imagino quantos vôos chegaram ao mesmo tempo, estamo em frente ao serviço de imigração. A cidade estava fria. Mas o saguão estava lotado de diversas nacionalidades. A princípio, não me preocupei, todo mundo passava sorridente pela imigração. Até imaginei que aquela história toda de ser difícil entrar na Inglaterra e que eles adoravam deportar brasileiros era balela. É. Mas a nossa hora chegou.

Frio! Calor! Suor! Medo! Novamente agulhas não seriam admitidas. Perguntas. Perguntas. E mais perguntas. Quem é você? De onde você veio? O que você veio fazer na Inglaterra? Quanto dinheiro você tem? Em espécie? O que você faz no seu país de origem? Está de férias? Quem te pagou para vir para a Inglaterra? Primeira vez na Inglaterra? Primeira vez que sai do Brasil? Algum contato seu com o seu emprego? Essas, e uma série de outras perguntas rechearam nossas próximas 3 horas. Ficamos das 7:30 até as 10:30 da manhã do dia 18/04 sendo checados pelo serviço de imigração britânico. Quem pretende vir para Londres tenha uma noção média de inglês e muita educação somando tudo isso à paciência. Não adianta espernear. Não adianta mentir. Não adianta inventar qualquer fato que você não possa comprovar. Para começo de conversa, conforme soube depois, os agentes de imigração britânicos não são obrigados a verificar a autenticidade dos fatos que você apresentar. Apenas são obrigados a julgar se você é apto a entrar no país da realeza ou não.

Pois bem amigos, durante esses 180 minutos, ficou muito claro para nós que a possibilidade de não conhecermos Londres ou qualquer parte da Inglaterra era enorme. Nos minuto finais da novela, depois de termos sido questionados sobre a presença de substâncias ilícitas e termos nossos pertences esmiuçados desde bagagem (que graças a DEUS não foi extraviada) até carteira tendo cada cartão ou papel verificado e questionado, já era praticamente certo que seríamos deportados pois o serviço de imigração não havia conseguido confirmar nossa história. Pasmem, não conheciam a marca Lenovo. Nós, naquele momento, para ser sincero já desejávamos que aquilo terminasse e fôssemos deportados podendo falar nossa língua novamente. Apesar de entender a maior parte das perguntas que os agentes nos faziam, em certos momentos eu pedia para que a pergunta fosse repetida. Em um deles, já nervoso e suando, um WTF pulou da minha boca. Só senti o tapa nas costas dado pela minha noiva. Eita! Quase que a vaca vai para o brejo sem dó nem piedade. Para os navegantes, WTF é algo que se estende para What Fuck You Talking About. Ou “Que merda que você está falando”. Não creio haver alguma tradução ou sentido benéfico nessa expressão para ser usado perante o serviço de imigração. HELL!!!

Apesar de tudo, por fim, o serviço de imigração conseguiu contatar nosso contato na Inglaterra finalmente verificando a veracidade da história contada por nós a eles. Sempre muito educados, pacientes e dispostos nos chamaram e carimbaram nosso visto. Senhores, bem vindos a Inglaterra. Só felicidade.

Após o encontro, com o simpático contato. Digo simpático no sentido literal, por que o mesmo é muito solícito, educado, e despechado. Uma figura do estado do Rio Grande do Sul. Retornando, após o contato, confirmação de dados ele nos encaminhou a um City Tour Panorâmico. Onde vimos vários pontos turísticos um mais belo que o outro. Creio que a partir daqui, as fotos falam mais que minhas palavras.

A cidade é bela. A cidade é rica, no sentido financeiro claro, mas no sentido histórico e cultural. E amigos, a cidade é limpa. Se você tem costume de ignorar latas de lixo, cuidado quando vier para cá. Pode ser multado. Mas, vale a educação. São muito educados, e aquela imagem que pelo menos nós tínhamos sobre ingleses cisudos, frio, mal humorados ou arrogantes cai por terra. A cidade é uma metrópole mundial e sendo assim recebe muitos turistas. Acredito, que durante o ano todo. É difícil dizer quem é inglês e quem não é. No comércio fica mais fácil dizer se a pessoa vive ou está apenas de passagem por aqui. Mas, fazendo-se uso das palavrinhas mágicas “excuse me”, “please”, “thank you” e “sorry” nós não tivemos problema algum do tipo alguém querer dificultar nossa estadia aqui. Pelo contrário, simpáticos, solícitos, educados sempre ajudando-nos na forma mais comunicativa possível mesmo na imigração.. (O “speak english” ajuda). Não tente se comportar como se estivesse no Brasil por aqui. Vai dar com portas fechadas. Seja educado que serão educados com você. Aproveite para incorporar esse costume em sua vida onde quer que você esteja caso ainda não o tenha feito ainda.

Temos um problema para resolver. Esquecemos o carregador da nossa máquina fotográfica pela segunda viagem consecutiva. Rodamos a cidade em busca deste apetrecho. Confesso que fomos incompetentes mas conseguimos o endereço de uma loja onde possivelmente encontraremos o que precisamos, ou uma máquina nova. A bateria já está nos mandando catar coquinho. Amanhã, teremos treino de direção em Mercedes. Deus ajude de novo. Espero que ele não mande a conta tão breve possível.

Aproveito, para avisar para aqueles que tiverem a sorte de conseguir vir a Londres e se dispuserem a andar por aqui que tenham muito cuidado com o trânsito invertido da cidade. Existe um certo caos, mas que fica claro pela nossa percepção errada. Cuidado mesmo ao andar aqui. Pois a inversão acontece tanto nos volantes dos automóveis quanto no sentido das ruas e para atravessar as mesmas você deverá olhar para lados diferentes que estamos acostumados no Brasil.

Termino aqui, o relato desse primeiro e segundo dia de viagem a Londres indicando um excelente e charmoso café capuccino servido por um Armênio ás margens do Tâmisa, ao por do sol, observando as luzes do Parlamento, do Big Bang e da London Eye. Lindo demais. Amanhã, espero estar inteiro para continuar essa história. Até

Viagem a Londres: Dia 1

Graças a DEUS, somente Ele para fazer com que tudo dê certo e que agora estejamos aqui em um hotel descansando. São 21:35 minutos e estamos pregados de cansaço. Mas lhes digo que cada minuto que passamos valeu MUITO a pena.

Esses minutos iniciaram-se as 3:30 do dia 17/04/2011 quando acordamos cedo na cidade de Ribeirão Preto de onde partiríamos as 5:00 com um ônibus da Rápido Ribeirão para a cidade de São Paulo. Começando bem, possuia o número do táxi, mas quem disse que o mesmo atendia. Por sorte moramos próximo ao centro bastando uma corrida de cerca de 5 minutos para chegar no ponto de táxi e constatar que o taxista ainda dormia. Pobre coitado, eram 4:20 da madrugada de domingo! Pois bem, o “pobre” taxista, BEM vagarosamente, nos levou a tempo para a rodoviária. A viagem ocorreu normalmente, onde foi possível uma boa soneca de cerca de 2 horas. Um pouco mais, ou um pouco menos.

Em São Paulo, novatos de translado para o Aeroporto de Guarulhos (Cumbica) foi uma correria onde atendentes nada satisfeitos em trabalhar de domingo nos forneciam informações incompletas ou imprecisas. Mas, devido a DEUS (ou a sorte alguns podem dizer) encontramos o guichê da Viação Pássaro Marrom onde compramos tickets, no valor pasmem de 34R$, para Cumbica que saía em 10 minutos. Pasmem por que a viagem foi de no máximo 20 minutos. Pelos menos, para onde moramos isto é caro. Faltando 5 minutos para as 10 horas da manhã já estávamos em Cumbica onde deveríamos aguardar até as 13 horas onde um funcionário com a placa da Lenovo (este é um detalhe importante) nos aguardaria para fazer o Check-In junto ao balcão da Britsh Airways (BA). Em uma hora reconhemos todo o aeroporto, almoçamos (fast-food, mc'donald of course) e nos sentamos próximo à Asa A no Terminal 1 que seria o ponto de encontro.

Era cerca de 12:40 rumamos até o balcão da BA com um baita frio na barriga, espinha, e em todos os lugares sensíveis a sensação de frio. Sim, não passava nem agulha. Será que realmente alguém nos daria passagens de ida e volta para Londres?

12:55 e não havia sinal de placa alguma. Nenhum sinal de que embarcaríamos se não devolta para RP. Foi quando, minha querida, sapiente e esperta noiva reparou que havia uma pessoa segurando a placa da Maringá Turismo. Por sorte minha noiva havia reparado nas documentações que nos enviáram, que tal empresa estava de alguma forma envolvida no processo da viagem. É, era mesmo nossas passagens. A pessoa apenas se enganou em qual placa usaria. Por fim, depois de apresentações e algumas risadas, fizemos Check-In e fomos até a área de embarque internacional onde passamos por checagem de metal, tirando sapatos, cintos, celulares, bijouterias e relógios de forma a podermos ter nossos passaportes checados. Fica o aviso que nosso vôo seria as 16:15 tendo nos informado no balcão da BA que deveríamos entrar em torno de 15h no setor de embarque. Não façam isso. Definitivamente não deixe para entrar na área de embarque com menos de 1h:30min de antecedência. Ainda mais se desejar passear pelo FreeShop. Amigos, demora. Demora muito a checagem de passaportes. O problema não é a checagem, e sim a proporção de funcionários em relação ao número de viajantes. A fila, seja ela para brasileiros ou estrangeiros, que é separada, se torna enorme no funil que se forma diante de no máximo 5 balcões de atendimento da Polícia Federal. E não adianta ser chamado pela sua companhia dizendo que seu vôo está saindo. Você será atendido apenas na sua vez.

Ok, a parte correria, no Brasil, terminou. Nos restou passear pelos FreeShops da vida (que não somos de ferro) e embarcar no avião. Para minha surpresa, a pontualidade britânica funciou também aqui no Brasil. Cerca de 16:20 estávamos taxiando e levantando vôo para Londres.

Classe econômica. Nos filmes ela não aparece. Senhores, é desumano. Apertadamente apertado, É um absurdo a maximização de espaço na aeronave, mesmo para um Boing 747. Fiquei em um setor onde eram 2 fileiras laterais, com 3 assentos e uma fileira central com 4 assentos cada. Quando entrei achei que estava em um mercado de peixe. Muita gente. Diversas etinias. Diversos rostos, idades, perfumes, penteados, vestimentas, estilos, línguas. Muitas línguas. Algumas conhecidas outras misterioas. Talvez Holandes pela cara de europeu, talvez Hindi, quem sabe. Mas percebemos que Londres, mesmo a partir do Brasil, é destino de uma verdadeira miscigenação étnica.

Os detalhes a compartilhar, q.ue só viajando a gente descobre é que aviões apesar de voarem trafegam por estradas cheias de buracos. Como tremem!!! Seja na decolagem, onde parece que estamos num avião da década passada, seja durante o vôo pela turbulência, seja no pouso onde mais treme por motivos óbvios. Ah sim. O barulho. É como se tivesse um ar-condicionado forte ligado durante toda a viagem. Obviemente, por estar reclusos à classe econômica não terei as mesmas impressões das classes menos econômicas. Então, fica o aviso a quem for fazer viagem de avião por longos períodos. Ore muito. Nós, de fato, tivemos sorte em relação aos passageiros que nos rodeavam. Ora pelo Senhor que estava na janela, já que fiquei na poltrona do meio e minha noiva no corredor, que era muito silencioso e cordial, ora pelo relativo silêncio da maioria das pessoas ao redor. Como desvantagem apenas um casal inglês atras de nós onde a distinta dama não deixou que eu reclinasse a poltrona por estar comendo ou por estar usando o notebook resultando numa viajem com a coluna na vertical. Havia também um casal de brasileiros onde a esposa era meio passada tentando a todo custo reclinar a poltrona dela sobre o meu joelho. Consequentemente não dormi durante o vôo. A querida noiva sortuda dormiu. Sem falar que a minha TV de bordo parou de funcionar na primeira 1h de vôo. Mesmo assim, dividindo fone de ouvido, conseguimos assistir Megamente para podermos diminuir a percepção do tempo. Gente. DEMORA...

Havia no serviço de bordo brasileiros e ingleses. Todos muito solícitos e educados. Até quando esbarrei acidentalmente no botão de requisição de serviço, fui bem tratado pelo distinto cavalheiro inglês.

Fim de viagem. 7:10 da manhã (local, 3h no Brasil) estávamos no aeroporto de Heathron. O novíssimo Terminal 5.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Lista aleatória...

Um simples programa randômico:

-------------------------//--------------------------------

1 import random

2 def listAle(n):

3 s = [0] *n

4 for i in range(n):

5 s[i] = random.random()

6

7 print(len(s))

8

9 for j in s:

10 print(j)

11 print('Número de valores na lista: ')

12 x = int(input())

13 print ('Você escolheu uma lista com ', x, ' membros')

14

15 listAle(x)

--------------------------//------------------------------------

Na verdade gera uma LISTA de valores aleatórios. Vale dizer que a função random.random() gera números aleatórios entre 0.0 e 1.0.

Até breve.

DICA: http://www.aprendendodjango.com

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